Cuidadores

Quando o idoso requer mais apoio do que aquele que a família pode oferecer entra em cena a figura do cuidador, profissional treinado para auxiliar o idoso em seu ambiente. Nós do Por-Vir, ao longo de nossa experiência no cuidado ampliado com idosos, percebemos que pode ser muito proveitosa a supervisão do trabalho desses profissionais.

O processo de envelhecimento é, reconhecidamente, uma etapa da vida em que as perdas se apresentam com maior intensidade. Há mais dificuldade para realizar certas tarefas e o cuidador pode ser facilmente atraído para o lugar daquele que tem que fazer tudo pelo idoso, assujeitando-o.

A manutenção da autonomia do idoso é parte fundamental de um cuidado de qualidade. E o profissional favorece isso ao fazer com que o idoso participe das decisões acerca de seu cotidiano e se mantenha realizando as tarefas de que é capaz, mesmo com dificuldade. O cuidador está ali para fazer junto com o idoso e não no lugar dele, pois quanto mais o paciente se envolve no seu tratamento melhores são os resultados.

O cuidado deve ser oferecido de acordo com a necessidade do idoso. O idoso frágil, que possui uma doença ou está acamado, é diferente do idoso fragilizado, que pode precisar apenas de uma companhia para um passeio. Identificar equivocadamente a demanda colabora para a perda da autonomia do idoso.

O convívio cotidiano entre cuidador e idoso por muitas vezes desperta no profissional sentimentos como angustia, raiva e impotência, o que vai se refletir no modo como o cuidado será oferecido. A supervisão permite ao profissional falar sobre esses conteúdos e garante que o trabalho seja oferecido da melhor maneira possível.

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