Ao idoso

O papel social do idoso mudou muito ao longo dos anos. Se em sociedades mais tradicionais o idoso estava identificado com sabedoria e transmissão de conhecimento, nas sociedades industrializadas, da rapidez e fugacidade, a velhice experimenta um lugar de exclusão social, relegada a nichos específicos.

Em 2050 metade da população mundial será composta por pessoas idosas. Esse fato nos chama para refletir sobre o modo como lidamos com o envelhecimento. Acreditamos que ninguém vira um idoso, mas que se vai envelhecendo num processo que acontece de maneira gradativa. A pessoa idosa continua como sempre foi, enquanto seu corpo e seu lugar social passam por mudanças.

Na vida adulta há muito investimento no trabalho e o que se exerce como profissão ajuda a definir a identidade do sujeito. Nos preparamos muito para exercer uma profissão e para construir uma carreira. Quando chega a aposentadoria, na maioria dos casos fica claro que não houve planejamento para esse momento. E não se trata apenas de planejamento financeiro, mas de planejamento de vida. O que quero fazer agora que tenho mais tempo livre? Quais são meus projetos? O que quero realizar nessa nova etapa de vida?

Essas são perguntas importantes que não se costuma ouvir com frequência. O desenvestimento no período do envelhecimento, tanto por parte do indivíduo, que não foi preparado para isso, quanto por parte do Estado, colabora para que o envelhecimento fique ligado a ideias de estagnação, ócio e falta de perspectiva.

Não havendo preparo para esse momento a proposta do Por Vir é oferecer um espaço de escuta para elaboração A rede social do individuo na comunidade influi positivamente na saúde e autoestima do idoso. Ter rede permite ao idoso permanecer em sua comunidade e maximiza sua autonomia e independência. Rede: laços com pessoas nas quais se pode confiar e com as quais se pode contar.

 

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